Mitologia Grega
.Deméter - Mãe Terra, soberana da natureza e protetora das criaturas jovens e indefesas. Na mitologia grega, Deméter era a responsável pelo amadurecimento anual do grão de ouro, e, ao final do verão, o povo lhe rendia graças pela fartura que o solo havia lhes proporcionado. Ela regia os ciclos da natureza e de todas as coisas vivas, daí sua roupa enfeitada com cores vivas. Presidia a gestação e o nascimento da vida nova e abençoava todos os ritos do matrimônio como meios de perpetuação da natureza. Deméter é uma deusa matriarcal, a imagem do poder das entranhas da terra, o qual não necessita de nenhum reconhecimento espiritual dos céus. Diz-se que ela ensinou aos homens as artes de arar, plantar e colher, e às mulheres, como moer o trigo e fazer o pão. Deméter morava com a filha, Perséfone, alheia aos conflitos e disputas terrenas, na mais completa harmonia. Entretanto, certo dia, essa vida tranqüila e feliz foi violentamente alterada. Perséfone havia sumido sem deixar vestígios. Finalmente, depois de anos e anos de busca desesperada e muita tristeza, Deméter ficou sabendo o que acontecera à filha. Hades, o tenebroso senhor das trevas, havia se apaixonado perdidamente por Perséfone e subira à superfície da terra em sua majestosa carruagem, puxada por dois imponentes cavalos negros, e a raptara. Enfurecida, Deméter ordenou que a terra secasse, recusando-se a devolver-lhe a abundância, porque não conseguia aceitar as mudanças bruscas em sua vida. Mantinha-se irredutível, embora Perséfone tivesse comido de boa vontade os grãos de romã, a fruta das trevas, e Hades a tratasse com todas as honras de rainha. Nada a faria mudar e o mundo estava condenado a perecer por falta de alimentos. Finalmente, graças à invenção do astuto e bondoso Hermes, chegaram a um acordo. Durante nove meses do ano, Perséfone viveria com sua mãe, devendo retornar para o marido nos outros três meses. Embora o acordo fosse mantido, Deméter nunca se conformou totalmente com a perda da filha e todos os anos, nos três meses em que desapareciam, as folhas caíam das árvores e a terra se esfriava e não produzia nada. Entretanto, todo ano, no regresso de Perséfone, iniciava-se a primavera.

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