Inicial
Família
Infância
Estrada de Ferro
Viagem a Paris
Aerite
O Brasil
Invenções
14 Bis
Demoiselle
Cronologia
Fotos
Curiosidades
Morte

 

Invenções

O Sucesso

As aventuras e desventuras do “brasileiro voador” tornam-no numa figura conhecida de Paris. Mas ele não se deixa embriagar pelo sucesso, e vai aperfeiçoando as suas máquinas. O Santos-Dumont n.º 2 é maior, tem a forma de um charuto e dispõe de um ventilador de alumínio que mantém inalterável a forma do invólucro. Acaba destruído por ter chocado contra árvores. O n.º 3 tem uma forma cilíndrica e nele o hidrogênio é substituído por gás de iluminação. É com ele que Santos-Dumont realiza aquela que iria descrever como a sua «mais feliz ascensão». Partindo de Vaugirard rumo ao Campo de Marte consegue um controlo absoluto da aeronave, subindo, descendo, descrevendo curvas... Sente que a vitória está próxima. O Santos-Dumont n.º 4 nasce em Saint-Cloud, no hangar e oficina que Alberto ali construíra. Tem um selim e um guiador de bicicleta. O inventor faz nele diversas ascensões em 1900. 

Desafios

Entretanto, constituíra-se um Aeroclube em Paris e, numa das suas reuniões, o Sr. Deutsch de la Meurthe, institui um prêmio de 100 000 francos a quem for capaz de, dentro dos cinco anos seguintes, partir de Saint-Cloud, dar uma volta completa à Torre Eiffell e voltar ao ponto de partida em menos de 30 minutos. A todos parece impossível tal façanha. A todos não. A quase todos: Santos-Dumont considera a partir de então um ponto de honra ganhar aquele prêmio. Porém, os contratempos sucedem-se. Alberto constrói o n.º 4, mas este esmaga-se contra as árvores. Outro acidente destrói o n.º 5. Mas Alberto não desanima e começa a construir o n.º 6. E, a 12 de Outubro de 1901 sobe no n.º 6, dá uma volta completa à Torre Eiffel e regressa a Saint-Cloud. Demorou 31 minutos, mais um do que o regulamento estabelece como limite. Ovações da multidão e hesitações do júri. Finalmente, o prêmio é-lhe entregue, pois, embora ainda no ar, atravessou a linha de chegada dentro do tempo. Santos-Dumont reparte o valor do prêmio com técnicos e auxiliares e o que resta é distribuído por operários desempregados.

O êxito internacional chega por fim. É homenageado em Londres num banquete do Royal Aero Club. O príncipe do Mônaco convida-o a construir um hangar e uma oficina no principado. Eugénia de Montijo, a viúva de Napoleão III visita-o. O governo francês contrata-o para construir o primeiro aeródromo do mundo em Neuillly. O inventor concebe o Santos-Dumont n.º 7 e, a seguir, o n.º 9 (detesta o número oito e, por isso, salta-o). O N.º, a Balladeuse, fica famoso. É o meio de transporte pessoal de Santos-Dumont - nele, desloca-se em Paris, visita amigos, vai a almoços e a reuniões... Torna-se familiar nos céus de Paris. Uma vez, os parisienses vêem preocupados, a aeronave perder altura. Será que vai estatelar-se? Não. Pousa suavemente na rua. Alberto sai impecavelmente vestido, entra num bar e pede um café. E os modelos sucedem-se, cada vez mais perfeitos. Em 1905 nasce o N.º. E, logo após, o célebre 14-Bis. O 14-Bis é já um aeroplano, dotado de um motor a gasolina. A princípio eleva-se rebocado pelo N.º4 e daí o seu nome. Depois, Dumont atrela-o a um burro que, fustigado, corre pela pista, até que o aeroplano sobe. Mais uma vez, recorre à sua experiência infantil dos papagaios de papel. Em 1906, ainda no 14-Bis, ganha os prêmios do Aeroclube e Archdeacon. É considerado o pai da aviação, embora outros, tais como os americanos irmãos Wright, reivindiquem também essa glória.

A fase dos balões passou. Agora já só constrói aviões. Depois do pioneiro 14-Bis, o Demoiselle, leve e elegante, encanta os parisienses com as suas acrobacias e atinge a «inconcebível» velocidade 77 km horários. O exemplo de Santos-Dumont frutifica: em 1909, Blériot atravessa o canal da mancha. Em todos os países civilizados se constroem fábricas, hangares pistas. Estabelecem-se linhas postais e de passageiros. E os militares não dormem...

 

 Dumont n 1, vai combinar um balão com um motor de explosão. Nasce assim o Santos-Dumont n.º 1. Em Setembro de 1898 leva o seu balão para o Jardin de l'Acclimatation. O balão eleva-se, mas vai colidir com as árvores do jardim. O inventor não desanima e dias depois tenta novamente. Desta vez, o balão sobe e tudo corre bem, menos a descida: o invólucro está em perigo de ser destruído. A “guide rope” roça já o solo e lembrando-se das brincadeiras com os amigos em Ribeirão Preto, Alberto grita para uns meninos que assistem para que puxem a corda como se quisessem fazer erguer um papagaio. O balão evita no último momento as árvores e vem pousar suavemente. Em 1900, subindo numa praça de Nice, apercebe-se de que as correntes aéreas o estão a arrastar na direção do mar; solta lastro, tentando ganhar altura e apanhar outra corrente, e larga gás do invólucro para descer. Porém, o balão perde volume, mas não desce, pois tinha ido parar ao centro de uma forte corrente ascendente. Sobe a mais de 3000 metros e a corrente dissipa-se, mas entra numa área de tempestade. As árvores parecem correr vertiginosamente e a barquinha bate nos ramos. Por fim, a corda prende-se numa árvore e o balão cai. Projetado para o solo, Alberto desmaia. Outra vez ainda, no norte de França, sobe ao entardecer e depressa se vê perdido no meio de uma tempestade. A noite caiu já e a escuridão só é interrompida pelos relâmpagos. Se algum deles atinge o balão é o fim. Navega toda a noite na escuridão, transportado a grande velocidade pela força do vento. De madrugada, a tempestade amaina e ele pode pousar. Está na Bélgica

Santos-Dumont N.º2 é maior, tem a forma de um charuto e dispõe de um ventilador de alumínio que mantém inalterável a forma do invólucro. Acaba destruído por ter chocado contra árvores.

 O n.º 3 tem uma forma cilíndrica e nele o hidrogênio é substituído por gás de iluminação. É com ele que Santos-Dumont realiza aquela que iria descrever como a sua «mais feliz ascensão». Partindo de Vaugirard rumo ao Campo de Marte consegue um controlo absoluto da aeronave, subindo, descendo, descrevendo curvas... Sente que a vitória está próxima.

O "Santos Dumont nº 4" era um balão dirigível de forma cilindro-cônica simétrica com 28,6 metros de comprimento, com o diâmetro na parte cilíndrica de 5,6 metros, com 24 metros quadrados de superfície da seção central e com um volume de 420 metros cúbicos. Possuía um balonete interno de compensação com 35 metros cúbicos. O peso do invólucro de seda japonesa envernizada e do balonete de compensação era de 57 quilogramas; a superfície do invólucro era de 392 metros quadrados. O leme de direção, com forma de pentágono secionado e com uma superfície de 6,5 metros quadrados, era afixado na extremidade posterior do invólucro. No invólucro do "Santos Dumont n.º4" existia uma válvula na parte superior, de 40 centímetros de diâmetro, para emergência; na parte inferior do invólucro existiam duas válvulas, de 20 centímetros de diâmetro, que deixavam, automaticamente, sair o hidrogênio quando submetido a pressões de 15 milímetros d'água; no balonete interno havia uma válvula de 20 centímetros de diâmetro.    

Um acidente destrói o N.º 5.

Mas Alberto não desanima e começa a construir o n.º 6. E, a 12 de Outubro de 1901 sobe no n.º 6, dá uma volta completa à Torre Eiffel e regressa a Saint-Cloud. Demorou 31 minutos, mais um do que o regulamento do prêmio estabelece como limite. Ovações da multidão e hesitações do júri. Finalmente, o prêmio é-lhe entregue pois, embora ainda no ar, atravessou a linha de chegada dentro do tempo. Santos-Dumont reparte o valor do prêmio com técnicos e auxiliares e o que resta é distribuído por operários desempregados.

O inventor concebe o Santos-Dumont n.º 7

 O n.º 9 (detesta o número oito e, por isso, salta-o). O n.º 9, a Balladeuse, fica famoso

 Ave de Rapina, o 14 Bis , As experiências para começar suas tentativas com aeroplanos começaram quase como brincadeira. Dumont fora visto atirando com arco e flecha em sua oficina. Ele estudava, bem ao seu modo, de forma prática, a aerodinâmica das asas. Desenhou um primeiro projeto, um monoplano que seria testado sem piloto e seria puxado por um barco a motor. Mas o resultado não foi muito bom: quase não saiu da água. Depois dessa experiência, desenhou um helicóptero que teria dois propulsores, porém não saiu do papel, não havia tecnologia suficiente naquela época para tal engenho. Dumont construiu uma outra aeronave grande, a Nº 14. Quem se interessou pelo projeto foi Gabriel Voisin, engenheiro que era disputado pelos aeronautas parisienses. Ele queria trabalhar com Santos Dumont e achou que o Nº 14 podia ser usado para rebocar um aeroplano. Durante o inverno de 1905 e 1906 o engenheiro contou tudo que sabia sobre as máquinas mais pesadas que o ar para o seu novo patrão que começou a construir um longo planador que tinha suas duas asas feitas de células em forma de caixa.

Dumont fez vários testes com o 14 Bis. No entanto, foi no dia 12 de novembro que a Ave fez seu grande número e sob pressão. Naquele dia o vôo teria como objetivo bater a distância de 100 metros do prêmio do Aeroclube. Porém havia um concorrente; Louis Blériot, a quem seu companheiro no 14 Bis, Gabriel Voisin, ajudara a construir o biplano.

 Nas primeiras tentativas a Ave não conseguiu levantar por problemas no motor. Sugeriu que o concorrente tentasse, mas o biplano também não saiu do chão. Numa quarta tentativa, o 14 Bis decolou e voou 220 metros por 21,2 segundos. O aeroplano então se inclinou e o aviador não conseguiu pousar com êxito, deixando a Ave com uma das asas avariada. Mesmo com um fim de vôo não muito feliz, a multidão o carregou durante horas pelas ruas de Paris. No dia seguinte seu nome estava nos jornais de todo o mundo como o primeiro homem a voar com uma máquina mais pesada que o ar.

  De Março a Junho de 1907 fez experiências com o aeroplano com asa de madeira n° 15, e com o dirigível n° 16, misto de dirigível e avião, mas desiste desses projetos por  não obter bons resultados.   O número 17 seria cópia do número 15.

Em  Setembro, no Rio Sena, faz experiências com o n° 18, um deslizador aquático.

 Testa o primeiro modelo de um aeroplano em Novembro de 1907,  um pequeno avião apelidado pelos franceses de Demoiselle, devido a sua graciosidade e semelhança com as libélulas. O "nº 19" sofreu um acidente, ficando seriamente avariado. Pesando 110 quilos, o Demoiselle era  uma aeronave com motor de 35 HP e estrutura de bambu.

 Aproveitando características e formato do "nº 19", foi criado o "Demoiselle nº 20". Sua fuselagem era construída de longarinas de bambu com juntas de metal e as asas cobertas de seda japonesa, tornando-o leve, transparente e de grande efeito estético.

 O Demoiselle era um avião pequeno, de tração dianteira, com a hélice girando no bordo de ataque da asa alta de grande diedro, o leme e o estabilizador eram de contorno poliédrico, montados em uma estrutura em forma de cruz e unidos à fuselagem por meio de uma junta que permitia o movimento do conjunto em todas as direções.

 O piloto ia sentado abaixo da asa logo atrás das rodas. O comando era composto por um volante que controlava, através de cabos, o conjunto leme/estabilizador. Os cabos de sustentação da asa e reforço de estrutura eram cordas de piano. Construído em apenas em quinze dias, o Demoiselle nº 19 tinha como fuselagem uma única haste de bambu, com seis metros de comprimento, e a asa era formada por uma estrutura simples.

O motor a explosão, de 20 hp, refrigerado a água, era de dois cilindros opostos e foi projetado pelo próprio Santos=Dumont e construído pela fábrica Dutheil & Chalmers. Possuía ainda um estabilizador na frente e embaixo do avião e dois lemes laterais situados logo abaixo da asas. Tais itens foram logo abandonados, pois não contribuíram em nada para aumentar a estabilidade do aparelho

 O projeto do nº 22, era basicamente igual ao nº 21. Santos-Dumont apenas experimentou, nos dois modelos, vários motores de cilindros opostos e refrigerados a água, com potências variando entre 20 e 40 hp, construídos por Dutheil & Chalmers, Clément e Darracq. Assim estes dois modelos demonstraram qualidades bastantes satisfatórias para a época, sendo produzidos em quantidade, uma vez que Santos-Dumont, por princípios, jamais requereu patente por seus inventos.